Prêmio Maravilhas Gastronômicas – Da Terra

No prêmio Maravilhas Gastronômicas do Rio, a categoria Da Terra nos leva a conhecer os alimentos de representatividade fluminense, e tem o objetivo de valorizar os produtos cultivados e comercializados no Rio de Janeiro. Conheça os alimentos que estão por trás da memória do Estado e estão concorrendo nessa categoria.

Terra

  1. Banana agroecológica

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Local: Vargem Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, Região Metropolitana.

A verdadeira musa cultivada no Parque Estadual do Maciço da Pedra Branca é a banana. É um elo a imortalizar o modo de vida de sua comunidade tradicional pautado na unicidade homem-natureza. Pontifica na agricultura de Vargem Grande como um dos seus principais alimentos. No Maciço da Pedra Branca podem ser encontradas as chamadas banana prata, prata mel, banana d’água, banana maçã, ouro e até algumas espécies exóticas como a banana vinagre. Mas é a primeira – a banana prata – que concentra toda a doçura de seu manejo agroflorestal.

2. Bertalha agroecológica

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Local: Pau da Fome, Jacarepaguá, Rio de Janeiro, Região Metropolitana

Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a bertalha é abundante em sítios e quintais. Faz parte do patrimônio alimentar dos habitantes e principalmente das famílias agricultoras urbanas da cidade do Rio de Janeiro. É encontrada no circuito de feiras orgâncias e agroecológicas. Pode ser chamada de espinafre tropical ou espinafre indiano pela semelhança entre as folhas, embora pertença à família das Baseláceas, enquanto o espinafre é das Chenopodiaceae. As variedades são: B. rubra com hastes, nervuras avermelhadas e flores rubras;  a B. cordifolia, com folhas verdes e grandes em formato de coração; e a tipo Alba, com folhagem, galhos e hastes de cor verde clara e flores brancas.

3. Caqui agroecológico

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Local: Campo Grande, Rio de Janeiro, Região Metropolitana

Na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, mais especificamente no entorno do Parque Estadual da Pedra Branca, encontra-se a maior produção orgânica e natural de caquis da Região Metropolitana, com cerca de 40 hectares de plantação (IBGE, 2012). Na localidade do Rio da Prata, em Campo Grande, são mais de 20 mil pés do caquizeiro da espécie Rama Forte. Junto a ela, há também o cultivo da espécie mikado no Sítio da Pedra Branca, Vargem Grande e em Pau da Fome, Jacarepaguá. Há quatro anos acontece o Tira Caqui na região, no dia 21 de abril, festividade que reúne os agricultores, moradores e visitantes para a colheita do fruto. Os caquis podem ser encontrados nas feiras agroecológicas de Campo Grande e Freguesia, com a Rede Ecológica (www.redeecologicario.org). Além do fruto in natura, a região produz o vinagre de caqui e o caqui-passa com as frutas machucadas, evitando o desperdício.

4. Frutas secas da Bocaina

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Local: Serra Azul, Sacra Família, Eng. Paulo de Frontin, Centro-Sul Fluminense

A naturalista Lilian Gradowski, em busca de melhor qualidade de vida para sua família, começou a fazer frutas secas em 1998. O nome Bocaina é uma homenagem onde o negócio começou. O que era uma atividade secundária passou a ser o principal negócio da casa. Foi quando Lilian decidiu se dedicar exclusivamente à produção das frutas secas e se mudou para o sítio da família, na região da Serra Azul. Entre os produtos estão saladinha de frutas tropicais, banana passa, mix de frutas passa e os desidratados, como melancia, mamão, limão, laranja, jaca, caqui, manga e abacaxi. Tudo vem numa embalagem caprichada, pronta para presentear.

5. Goiaba de mesa do Sítio das Goiabas

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Local: Cachoeiras de Macacu, Região Metropolitana do Rio de Janeiro

Felipe Falcão produz goiaba de mesa há 15 anos no sítio da família no município de Cachoeiras de Macacu, chamado de Sítio das Goiabas. Em 2010, começou a produção de goiabada cascão, feita com frutas selecionadas, de forma artesanal e pouca adição de açúcar.

6. Macadâmia

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Local: Piraí, Médio Paraíba

No Estado do Rio de Janeiro, a noz-macadâmia é quase uma exclusividade de Piraí. Alí encontra-se o único pomar produtivo de macadâmia fluminense, com 45 mil pés. Segundo a Associação Brasileira de Noz Macadâmia, o município é o maior produtor do Brasil. De origem australiana, a macadâmia chegou ao país em 1935 pelo engenheiro agrônomo João Dierberger, que começou a cultivá-la no interior de São Paulo. Mas foi na década de 80 que ela começou a ser mais popular. A macadâmia de Piraí é distribuída para todo o Estado. A noz é uma das estrelas do cardápio do festival gastronômico da cidade, o Piraí Fest.

7. Mini legumes da agropecuária Hiroshi Watanabe

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Local: Piraí, Médio Paraíba

No Estado do Rio de Janeiro, a noz-macadâmia é quase uma exclusividade de Piraí. Alí encontra-se o único pomar produtivo de macadâmia fluminense, com 45 mil pés. Segundo a Associação Brasileira de Noz Macadâmia, o município é o maior produtor do Brasil. De origem australiana, a macadâmia chegou ao país em 1935 pelo engenheiro agrônomo João Dierberger, que começou a cultivá-la no interior de São Paulo. Mas foi na década de 80 que ela começou a ser mais popular. A macadâmia de Piraí é distribuída para todo o Estado. A noz é uma das estrelas do cardápio do festival gastronômico da cidade, o Piraí Fest.

8. Orgânicos da Fátima

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Local: Areal, Centro-Sul Fluminense
Fátima Anselmo era professora de história e morava no centro de Petrópolis com o marido e os dois filhos num apartamento. A família queria espaço e decidiu comprar uma casa no Brejal, região rural com presença marcante de agricultores orgânicos. Fátima se contagiou com a maneira como cuidavam da lavoura. A cearense, que é neta de índios, diz que deixou falar mais alto o que já estava no sangue, a terra. Foi em 2002 que a professora virou agricultora orgânica. Para ela é mais que um negócio, uma filosofia de vida. Fátima trabalha com a família, as irmãs Helena e Darlene e um grupo de mulheres agricultoras. Depois das tempestades de 2010, onde perdeu 50% de suas terras, a Orgânicos da Fátima mudou-se para Areal. Foi com a ajuda de amigos e clientes que recomeçou sua plantação. O forte da Fátima são os brotos de vegetais e minilegumes, cultivados em estufa. Eles brilham nos pratos de chefs de prestígio da cidade do Rio, como Claude Troisgros, Roberta Sudbrack, Teresa Corção, Frederic de Mayer, Jan Santos e Thiago Flores, entre outros.

9. Orgânicos da Fazenda Cafundó

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Local: Petrópolis, Região Serrana

Desde 1998, a socióloga Celina Vargas do Amaral Peixoto planta alimentos orgânicos na Fazenda Cafundó, no Brejal, zona rural de Petrópolis. Cultivar orgânicos é fundamental para a saúde das pessoas e importante para o país. Trata-se de uma nova maneira de lidar com as pessoas que cuidam da terra, que têm direito a uma remuneração melhor e a uma qualidade de vida à altura de suas responsabilidades. A produção orgânica preserva a floresta e o meio-ambiente, assegurando um futuro para as zonas rurais. A Fazenda do Cafundó produz alimentos orgânicos com cheiro de terra e gosto de água de suas nascentes. No ano agrícola trabalha com mais de 70 hortaliças entre: minifolhas e folhas, minilegumes e legumes, temperos e chás, além de flores comestíveis.

10. Orgânicos da Fazenda Vale das Palmeiras

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Local: Teresópolis, Região Serrana
Um dos sonhos do ator Marcos Palmeira era ter uma terra para plantar. Em 1987 comprou uma fazenda produtora de hortaliças na localidade de Venda Nova, vilarejo de Teresópolis, e começou a produzir. Tudo ia relativamente bem até que ele descobriu que os funcionários não comiam o que plantavam na fazenda, por causa dos agrotóxicos usados no solo e nas hortaliças. “A ficha caiu”, diz o ator, que deu início à transição para o cultivo orgânico em sua propriedade. Com 200 hectares, a fazenda Vale das Palmeiras tem uma produção “agroecológica orgânica autossustentável”, nas palavras do administrador e engenheiro agrônomo Aly N’Diaye.

11. Orgânicos do Sítio Canaã

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Local: Vale do Brejal, Petrópolis, Região Serrana
O Vale do Brejal é referência da agricultura orgânica no Estado. Desde 1999, o Sítio Canaã produz hortaliças, legumes, frutas e ovos caipira. O cultivo começou para a família, mas logo alcançou a vizinhança, com o objetivo de levar adiante o projeto de produzir alimentos orgânicos, preservar as nascentes e o solo dos agrotóxicos. Os alimentos do Sítio Canaã são comercializados na loja Armazém Orgânico Vale do Brejal e em outros pontos na região Serrana.

12. Orgânicos do Sítio Cultivar

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Local: Nova Friburgo, Região Serrana

A 12 quilômetros do centro de Nova Friburgo, em Vargem Alta, o Sítio Cultivar é mais um espaço rural do Estado do Rio que se preocupa e produz alimentos orgânicos, além de belos ovos caipira. Localizado numa área cercada por mata nativa e ainda preservada, o Cultivar segue os preceitos da alimentação natural, livre de qualquer elemento químico. À frente está o casal Jovelina Fonseca e Luiz Paulo Ribeiro que passaram de consumidores a agricultores. São 40 quarenta variedades de orgânicos plantados em boa parte dos 48 hectares da área. Desde tomates, cenouras (inclusive a baby), cebolas e beterrabas a rúculas, salsas, alfaces, brócolis e morangos. O grande diferencial do sítio é o fato de dona Jô, como é chamada a proprietária, é tratar o lugar como uma escola de educação ambiental ao ar livre. A produção só pode se encontrada nos supermercados de Nova Friburgo ou na Feira da Praça do Suspiro, aos sábados, das 7h ao meio dia. Sítio Cultivar acesso pela estrada para Vargem Alta, Nova Friburgo.

13. Orgânicos do sítio Manacá

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Local: Vieira, Teresópolis, Região Serrana
Há quatro anos o sitio Manacá, situado em Vieira, Teresópolis, destinado a descanso e lazer de final de semana mudou sua vocação. Primeiro, um incêndio na floresta nos trouxe as abelhas que deram origem ao apiário e as chuvas de 2011 abriram caminho à produção orgânica. O conhecimento e experiência de Marinea (Léa) na lida da terra e cultivo de hortaliças, a área fértil e virgem aberta pelas chuvas, água de nascente foram os ingredientes que aliados à vontade de pesquisar e aprender fazendo, nos possibilitou avançar na produção orgânica de hortaliças, certificada pelo IBD, Instituto Biodinâmico.

14. Palmito Pupunha da Associação dos Produtores Rurais do Vale de Mambucaba

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Local: Angra dos Reis, Costa Verde

Angra dos Reis é o principal produtor de palmito pupunha do Estado do Rio de Janeiro. O distrito de Mambucaba se destaca na produção do palmito por meio da Associação dos Produtores Rurais do Vale de Mambucaba. A proposta do grupo é desenvolver e difundir a culinária caiçara, tendo como base o fruto da palmeira de origem amazônica. A produção é feita pelas comunidades locais,utilizando práticas agrícolas sustentáveis. Em 2013, os produtores inauguraram uma fábrica de beneficiamento, com capacidade para processar mais de 2.200 kg de palmito por mês. O palmito pupunha de Angra faz parte da alimentação escolar do município.

15. Palmito pupunha in natura da Fazenda Mico Leão Dourado

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Local: Silva Jardim, Baixadas Litorâneas
Localizado entre Barra de São João e Casimiro de Abreu, o município de Silva Jardim é o maior produtor de palmito pupunha do Estado do Rio de Janeiro. São mais de 750 mil pés de palmeira e cerca de 14 produtores vendem o alimento in natura. Recentemente, os produtores fundaram a Associação de Produtores de Palmito da Baixada Litorânea, que conta com 14 associados. A região também tem uma fábrica de beneficiamento para escoar o excedente da produção. Todo ano, Silva Jardim realiza a Festa da Pupunha. Entre as preparações mais apreciadas está o palmito assado, servido com molho de manteiga. A Fazenda Mico Leão Douraddo é uma das pioneiras no município a desenvolver o cultivo do palmito pupunha, possuindo extensa área de plantio rodeada por Mata Atlântica. A estrada de acesso à plantação permite passeios a pé, a cavalo, de bicicleta ou de jeep, onde o visitante pode conhecer o beneficiamento e degustar o palmito. A Fazenda- Mico-Leão Dourado também tem gado, curral e opções de ecoturismo em mais de 35 hectares de Mata Atlântica – há inúmeras trilhas de diferentes graus de dificuldade e locais para banhos no rio Águas Claras.

16. Palmito Pupunha in natura da Reserva Botânica das Águas Claras

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Local: Gaviões, município de Silva Jardim, Baixadas Litorâneas
O palmito Reserva Botânica das Águas Claras é produzido em Gaviões, município de Silva Jardim. Seu cultivo contribui para a manutenção da Reserva Botânica das Águas Claras, propriedade rural, familiar, que preserva 260 hectares de Mata Atlântica (cerca de 60%de sua área total).

A lavoura do palmito de pupunha foi implantada em antigos pastos, com solo degradado. Por ser uma cultura perene e receber adubação orgânica sem uso de agrotóxicos, a recuperação do solo vem sendo possível. A mão de obra é local, empregando diretamente 5 homens e gerando trabalho de um dia semanal para 5 mulheres. De forma indireta, emprega 6 homens e 7 mulheres que trabalham em projetos paralelos dentro da fazenda, todos desdobramentos do plantio da pupunha.A Reserva Botânica das Águas Claras foi pioneira desse plantio na região e contribuiu para a difusão do conhecimento dessa espécie, tão adaptada a nosso clima, para outros agricultores locais.

17. Quitanda Natural

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Local: Silva Jardim, Baixadas Litorâneas
A Quitanda Natural começou a comercializar os alimentos orgânicos cultivados na Fazenda Dom Bosco, em Silva Jardim em 2013. Embora a história seja recente, o trabalho intenso e apaixonado do casal Anita Santoro, formada em desenho industrial e marketing, e o engenheiro Alicio Cortat mudou ambientalmente o cenário de quando chegaram na propriedade de 100 hectares com apenas seis árvores. Hoje o que se vê na propriedade é uma floresta jovem, em consórcio com a produção orgânica de legumes, frutas e verduras. Os produtos in natura são certificados por auditoria pelo INT – Instituto Nacional de Tecnologia.

Na fazenda neste ano nasceram duas pequenas fábricas artesanais: de farinha de mandioca integral e goma de tapioca fresca – e de canjiquinha e fubá. Os produtos podem ser encontrados em vários restaurantes do Rio, como Metamorfose, O Navegador, Aconchego, Aprazível, DRI, Academia da Cachaça e Devassa. e a mandioca à vácuo na rede de Supermercados Zona Sul. A Quitanda Natural também está em 11 feiras do Circuito Carioca de feiras Orgânicas.

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